Rumo à Velhice
Uma pessoa pode gostar de três coisas, prorizando duas - a terceira é sempre uma paixão secundária. Até meus 18 anos eu gostava de
1. Música (tocava baixo, comprava cds de rock progressivo frenéticamente)
2. Esportes (ver e praticar)
3. Literatura (livros de história na maioria)
Daí mudei meus gostos um pouco entre 18 e 21 e passei a gostar de
1. Música (mais ouvir do que tocar - bandas mais novas, radiohead, jazz)
2. Literatura (menos história, mais ficção)
3. Esportes (praticar só)
E a partir dos 22 mudei novamente pra como me encontro hoje
1. Cinema (ver, estudar, fazer, tudo)
2. Literatura (ficção - romances, contos, Pynchon!)
3. Música (ouvir, o mesmo da segunda fase)
O cinema hoje meio que divide com a literatura a preferência, e interessante que ele nem estava lá antes. Confesso que dos 16 aos 18, quando não morei no Rio, fui ao cinema apenas duas...
(em coro): "DUAS?????"
Sim, apenas duas vezes. Ainda não sei como sobrevivi, mas não quero muito pensar a respeito. Pelo menos tirei o atraso depois com juros. E passei a ler muita ficção e pouca história, embora os livros sobre guerras continuem me apetecendo muito. O mais incrível foi a música, que era uma paixão suprema aos 16 anos, quando até pensei bastante a sério sobre seguir carreira de baixista, e hoje está num terceiro lugar bem abaixo dos outros dois.
Acontece, acontece. Pena que só tenha espaço para três coisas, e eu esteja conseguindo priorizar bem apenas duas. Mas acho que agora é definitivo, e estou bastante satisfeito.
1. Música (tocava baixo, comprava cds de rock progressivo frenéticamente)
2. Esportes (ver e praticar)
3. Literatura (livros de história na maioria)
Daí mudei meus gostos um pouco entre 18 e 21 e passei a gostar de
1. Música (mais ouvir do que tocar - bandas mais novas, radiohead, jazz)
2. Literatura (menos história, mais ficção)
3. Esportes (praticar só)
E a partir dos 22 mudei novamente pra como me encontro hoje
1. Cinema (ver, estudar, fazer, tudo)
2. Literatura (ficção - romances, contos, Pynchon!)
3. Música (ouvir, o mesmo da segunda fase)
O cinema hoje meio que divide com a literatura a preferência, e interessante que ele nem estava lá antes. Confesso que dos 16 aos 18, quando não morei no Rio, fui ao cinema apenas duas...
(em coro): "DUAS?????"
Sim, apenas duas vezes. Ainda não sei como sobrevivi, mas não quero muito pensar a respeito. Pelo menos tirei o atraso depois com juros. E passei a ler muita ficção e pouca história, embora os livros sobre guerras continuem me apetecendo muito. O mais incrível foi a música, que era uma paixão suprema aos 16 anos, quando até pensei bastante a sério sobre seguir carreira de baixista, e hoje está num terceiro lugar bem abaixo dos outros dois.
Acontece, acontece. Pena que só tenha espaço para três coisas, e eu esteja conseguindo priorizar bem apenas duas. Mas acho que agora é definitivo, e estou bastante satisfeito.

5 Comments:
E mulher, nada?
Comentario playboy esse do Saude, haha.
Bem, sobre esses lances de mulher, acho que Monsieur Le Brique mon cher camarade oderia bem fazer um Top 5 paixoes platonicas. Hein hein>
haha
Comentei la no Murtim 1o pq fiquei mt sensibilizada coma quilo tudo mas voici o mesmo comentario no blog-que-realmente importa...
Efeito sesibilizante devastador da postagem "3". Como sou uma ubbercomentadora em cima do muro confessa (que horror ver isso de 1., 2., 3., ou, 1-,2-, 3-, tanto faz), so vou contar umas historinhas que me vieram 'a cabeça ao ler isso tudo. Sou partidaria da teoria do blogger que realmente importa (Murtim, como escrever blogger no estilo postagem?): duas paixoes, a 3a secundária, só pra fazer número ímpar pq eu nao gosto de par.
Aos 3 anos talvez, aprendi como conversar com meu pai: jogando coisas ou vendo e falando de jogar coisas. Cumpri mto bem a função da filha menina que era tao legal qto o filho Marcelo (que nome feio!) que nao veio pq é isso aí, fifty-fifty e só deu menina. Por esse motivo sou Flamengo, assisti corridas de fórmula 1, campeonatos de volei, de basquete, de boxe, de pingue-pongue (que tenis de mesa o que!) e pratiquei de tudo (tudo mesmo, tudo que estava disponivel na Manchester fluminense): natação, ginastica olimpica, ginastica ritmica (aquela bobeirada de bolas e fitas), volei, tenis, basquete, beisebol, handbol, capoeira, salto em distancia e frescobol, nosso (meu e do papai) gde classico das férias. A vida era demasido pacata por lá, e nossos dias de 36 hs (deus sabe como o dia pode ter 36 hs numa cidade de interior...) me permitiram isso tudo. Nunca fui excepcional em nenhum desses esportes que pratiquei, nunca me destaquei mto em nada, cheguei no maximo ao time do clube de volei mirim e tb fui odiada por algumas meninas do colegio que nao conseguiam entender como eu podia ser uma boa (bem boa ate) rebatedora no beisebol e correr tantas bases com aquelas pernas finas. Dos 0 aos 15, portanto, eu era isso: uma praticante de qq coisa compulsiva.
Talvez volei tenha sido o que mais joguei em todo esse tempo, por mais um motivo afetivo. Aos domingos, no nosso condominio, tds os pais, tds engenheiros, tds da mesma idade, com filhos idem, se reuniam pro jogo e eu logo virei a menininha que trazia agua, toalhinha e contava qd a bola ia fora ou dentro. (Claro que eu roubava pro time do meu pai!) Durante o jogo, alguns pais mais preguicos ficavam bebendo cerveja e preparando o churrasco. As maes desciam com as coisinhas outras (farofa, salada de maionese, vinagrete, arroz) e papai era quase sempre um dos ultimos a largar o volei e ir direto pra churrasqueira. Obviamente, meu pai heroi era o melhor churrasqueiro do predio, cheio de tecnicas e taticas pra fazer a melhor picanha, a melhor maminha e etc. No final disso tudo, assavamos umas bananas na churrasqueira (era a sobremesa), desciam com o cafezinho na garrafa termica e tio Marcio Lins, que vem a ser irmao do Ivan Lins e gde jogador de volei (melhor do que o meu pai), trazia o violao. Foi assim que escutei musica durante muito tempo e sabia cantar de cor tudo o que fosse MPB. Tio Marcio Lins tocava muito bem e tds os pais adoravam aquela epoca dos festivais e etc, cantavam animados ja altinhos de cerveja Brahma. 'Quem te viu, quem te ve' era uma das minhas preferidas; tb adorava o Chico. Isso era musica pra mim e vivi muitos e muitos anos achando que musica boa era em portugues. É claro que isso mudou mas continuo guardando um não sei o que especial por tudo dessa epoca.
Também gostava muito de filmes e fazia o possivel pra me virar no circuito voltaredondense, dividido entre Cine Teatro Gaccems e Cine 9 de Abril. O Cine Teatro Gaccems era o Estacao de lá e, apesar de ter uma programação teatral muito mais intensa, durante o fim-de-semana estendia um lencol branco no palco (era quase isso!) e exibia a tarde filmes infantis e a noite filmes nacionais. Durante um breve periodo, ele se "vendeu" a filmes estrangeiros ma essa fase nao durou mto, provavelmente pq nao tinha dinheiro pra comprar esses filmes e nao conseguia concorrer com o "gigante" 9 de Abril. O 9 de Abril era um cinema desses grandões, estilo Cine Leblon, cadeiras aveludadas velhas e mofadas, uma acustica excelente e um 2o andar meio suspeito, onde provavelmente muita coisa aconteceu em termos de...enfim. Naquele epoca, nao entendia mto bem porque o 9 de Abril tinah aquela aura de misterio mas agora eu sei. Depois, muito tempo depois, fizeram o shopping, o Sider Shopping Center, e mais tempo depois ainda colocaram lá dois cinemas, mas eu já era adolescente e o mudno não era mais lúdico e poético. Tb alugávamos muitas fitas e se me jogassem lá hoje eu saberia direitinho como chegar àquela locadora só nao consigo lembrar o nome...Mamae restringia o numero de fitas, só duas, pq reservava os domingos pros eventos do condominio eo Chacrinha e depois o Faustao. Assitiamos de tudo um pouco e aos poucos fomso desenvolvendo um gosto elaborado, ou seja, definimos se gostavamos de drama, romance, aventura ou comedia, e depois de muito tempo fui descobrir como essas divisoes sao mal feitas mas naquela epoca isso nao tinha nenhuma importancia. Filme era sempre com Coca-cola e pipoca de panela, aquela do milho amarelinho, que tinha que balancar e eu sempre deixava queimar. Desde cedo comecei a trilhar meu caminho de na cozinha, errando toda e qq receita e afins (afins = pipoca, gelatina, miojo) que tivesse pela frente.
Acho que ainda teria algumas historias pra contar mas farei isso depois, ou nao. Por hora, esse seria o meu "3" e eu confesso que, apesar de mta coisa ter mudado, no meu "3" atual permanece esse mesmo nao sei o que afetivo, como se fosse impossivel nao voltar a esse gostar inicial pra gostar de alguma coisa hoje. Muita coisa mudou mas nem tanto, deve ser isso.
No mais, Murtim, qu´est-ce que c´est beau l´amour, ainda bem que eu conheco esse sentimento e estamos ai na espera da metade da laranja. Lindissima homenagem a ClaCla, a vcs e ao amour.
E não é que a Raquel copiou o comentário inteirinho, incluindo um recado pra mim no final?
Übercomentadora supergêmea, é um pecado deixar textos tão articulados, simpáticos e longos escondidos numa caixa de comentários: acho que é hora de arranjar um blog pra chamar de seu.
Sim, sim, há tempos digo isso. Inclusive dados recentes mostram q 79% das pessoas q entram aqui nessa budega o fazem pelos comentário da übercomentadora supergêmea.
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